Inacreditável.
Acredito que essa seja a palavra pra descrever a iniciativa de uma rede de supermercado europeia que anunciou aos seus clientes um novo produto:
Banana descascada!
O bom senso saiu correndo já quando pensamos no grau de dificuldade pra descascar uma banana. Bom, até aí, no mundo em que vivemos hoje, não me estranharia cruzar alguém que não coma banana porque ache desgastante tirar a casca da popularizada amarelada.
Mas o senso jogou-se mesmo no precipício quando o responsável resolveu acondicionar a banana, já despida da sua casca natural, em uma bandejinha plástica embalada com filme plástico (!).
O supermercado, espalhado em 9 países da Europa, anunciou o novo, engenhoso e moderno produto em sua página do facebook. Houve uma enxurrada de críticas, muitas lideradas pelo Greenpeace e ontem a direção do supermercado desculpou-se, retirou as bananas da sua linha de produtos, e prometeu nunca mais vende-las assim, peladas.
Tarde demais. A devassa nas mídias sociais já está feita, e o tal supermercado agora vai ter que lidar com os boicotes e pensar numa estratégia de agradar novamente uma faixa consciente de seus clientes.
Se há uma coisa que me alegra nessa história toda é que, graças as mídias sociais, esses loucos sem noção estão sendo rebatidos quase que instantaneamente e, neste caso, o mal causado por essas idéias não durou muito...!
sábado, 29 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Eu? Rato de laboratório? Mas nem pensar...
Nesses dias as discussões sobre a vantagem dos orgânicos frente aos convencionais está aquecida!
O motivo foi a divulgação de uma pesquisa da Universidade de Stanford que aponta que orgânicos, de maneira geral, não são mais nutritivos do que produtos convencionais. Não havendo diferenças entre eles, não vale a pena pagar mais caro, dizem os cientistas.
Será?
No estudo os pesquisadores analisaram 237 pesquisas diferentes pra chegar nessa conclusão e há muita controvérsia.
Os defensores (e eu me incluo entre eles) alegam que não é só a qualidade nutricional que está em conta. Abaixo alguns pontos interessantes que valem ser destacados:
- Muitos trabalhos científicos mostram quantidades maiores de fenóis (Um tipo de antioxidante) em orgânicos e mais Ômega 3 em leite e frango orgânicos. Os fenóis (antioxidantes) e o ômega 3 têm sido muito apontados como coadjuvantes para a prevenção de doenças crônicas, como o câncer.
- Os pesticidas têm efeito cumulativo no corpo humano, o que significa que não há como prever nossa saúde futura com estes resíduos de pesticidas que ingerimos nos alimentos convencionais. O que sabemos, e a ciência já provou, é que os pesticidas são fortes carcinogênicos (ou seja, em quantidades aumentadas eles causam câncer)
- Algumas bactérias super-resistentes a antibióticos têm aparecido em todo o mundo e a principal causa disso parece ser o uso rotineiro deles nos animais crescidos convencionalmente. Animais Orgânicos NÃO fazem uso de antibióticos como rotina de crescimento.
- Os bebês e crianças são mais vulneráveis a toxinas e correm mais riscos se forem expostos a alimentos com resíduos de pesticidas (convencionais). Além disso, as papinhas são feitas de frutas e legumes concentrados, o que concentra também as toxinas.
- Orgânicos são mais saborosos que os convencionais.
Pra finalizar, vou usar os comentários de Mark Bittman, o meu crítico gastronômico preferido:
“Se eu não peço ao médico pra tomar antibiótico quando não preciso deles, eu também não os quero no meu bife”
“ Quando meu filho tiver uma dor de ouvido, quero ter tratamento para curá-lo”
Ouvi ainda mais essa por esses dias (Fonte anônima):
“Eu não quero servir como rato de laboratório para ajudar na conclusão, no futuro, que os resíduos de pesticidas do alimento foram causadores de câncer. Se posso, prefiro manter toxinas longe do meu prato”
Depois disso tudo... e considerando que em nosso país ainda usamos pesticidas proibidos em países da Europa e EUA, eu fico na torcida pra que surjam mais e mais produtores orgânicos por aqui. Por enquanto, vou consumindo o que encontro e lavando bem e descascando o que não acho ainda nas feirinhas de produtores.
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