domingo, 29 de julho de 2012

Sobre a autora

Este espaço está sendo criado pra dividir com os interessados tudo o que tenho estudado e vivido a respeito de alimentação.

E pra vocês me conhecerem, segue um pouco do que vivi:

Há aproximadamente 8 anos eu resolvi eliminar a carne da minha vida. Tudo começou quando passei a assistir uns filmes que falavam sobre maus-tratos aos animais que seriam nosso alimento... Um tempo depois enveredei por caminhos mais radicais, me convertendo até ao veganismo, que é um tipo de vegetarianismo que não consome nenhum derivado de animais, incluindo o leite, queijos, mel e até roupas e sapatos em couro.

Naquela época não eram tão comuns os vegetarianos, muito menos os veganos e a minha família começou a suspeitar que eu morreria de inanição.

Foi aí que comecei a estudar. Estudei tudo a respeito, fui a nutricionistas, li artigos americanos (Onde os vegetarianos eram mais aceitos) e, como consequência, comecei a cozinhar meus alimentos.

Por que? Porque constatei que seria difícil seguir minha dieta vegana comendo a comida dos outros que, normalmente, eram baseadas num caldo de galinha.... um pedacinho de bacon no feijão (“Mas é só um pedacinho, minha filha” – Minha mãe insistia). Minha vida começava a tomar outro rumo, a partir desse momento. Minha paixão pela cozinha e pelos assuntos culinários tomava forma e, eu não sabia na época, meu futuro começava a moldar-se. O fato era que a carne não me fazia nenhuma falta. Eu realmente me sentia com mais energia sem consumi-la. Mas os queijos... esses sim me traziam saudades e, depois de 1 ano como vegana, voltei a consumi-los, assumindo o rótulo de ovo-lacto-vegetariana.

Assim fui por mais alguns bons anos... até que um dia me sentei num restaurante de praia, com amigos. Era um verão daqueles quentes até na sombra, desses que pedem uma boa cerveja gelada (sim, ovo-lacto-vegetarianos consomem o bom fermentado de cevada) e meus amigos pediram uma boa fritada de lulas. Quando a porção chegou a mesa, eu não resisti e experimentei uma daquelas rodinhas crocantes. Foi um dia simbólico na minha vida. Enquanto tomava minha cervejinha fui provando uma lula e outra.. até que fui descoberta por um amigo:

“Você está comendo lulas? Uma vegetariana comendo frutos do mar?”

“Sim, fiquei com vontade”

A conversa seguiu-se com a indignação dos meus amigos, que já planejavam o próximo churrasco em que a rara e incômoda amiga vegetariana consumiria uma boa picanha.
O churrasco nunca aconteceu. E eu nunca tive vontade de consumir a tal picanha. Mas uma outra consciência aflorou em mim:

Eu não queria mais ter rótulos.

Os rótulos são perigosos e nos comprometem com conceitos absolutos. Eu não acredito em conceitos absolutos. Acredito que a vida nos força a mudar em todas as horas.... e se ficamos presos aos nossos conceitos e verdades absolutos, não seremos flexíveis. E a falta de flexibilidade na vida é o que leva a muitos e muitos problemas da nossa atualidade.

Bem, o tempo foi passando, meus conceitos mudando, e minha paixão pela culinária aumentando.

Hoje sou a Chef Thais Tezza, formada em um dos melhores Institutos do mundo focados em “Alimentação Naturalista”. Meu enfoque está em refeições feitas com ingredientes Naturais, orgânicos, locais e frescos. Me especializei em alimentação anti – inflamatória, com ênfase para a prevenção ao câncer. De volta ao Brasil, cozinho e ofereço consultoria para pessoas que desejam uma alimentação deliciosa, mas ao mesmo tempo que funcione como mantenedora da excelente saúde. A personalidade que me direciona, atualmente, é a de Hipócrates. Este pensador grego, considerado o pai da medicina, era um estudioso e intelectual que direcionava seus estudos no caminho científico e acreditava que a origem das doenças tinha forte influência do ambiente e, principalmente, da alimentação. 2.500 anos depois dele, temos a ciência apoiando ainda mais este conceito.

Sobre mim, depois do consumo dos anéis de lula naquela tarde de verão, passei a consumir alguns peixinhos e frutos do mar, não frequentemente, mas quando sinto vontade. A carne e o frango não me despertam interesse.... Por causa disso, recentemente, tentaram me rotular de “Flexitariana”, que é um novo termo praqueles que consomem somente carne de peixe. Eu não aceitei e continuo sem rótulos. Cozinho de tudo mas primo pelos ingredientes de alta qualidade, orgânicos quando possível, e com efeitos anti – inflamatórios.

É sobre isso tudo que pretendo escrever aqui neste novo espaço.
A saúde, em forma de deliciosas refeições com alto poder de “Hummmm”, está servida!

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